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Educação Adventista fortalecerá intercâmbio na área de saúde

Ao verificar as diversas características das mais renomadas instituições de ensino superior do mundo, a importância dada à internacionalização sempre se destaca. Possibilitar trocas de conhecimentos com diferentes culturas e formas de construção do saber enriquece e abrange as metodologias de ensino, pesquisa e, consequentemente, benefício à sociedade.

O modelo de organização mundial da Igreja Adventista favorece essa interação. Tanto que, em 2015, a Universidade Andrews, localizada em Michigan, nos Estados Unidos, figurou como uma das unidades de ensino americanas que mais recebe estudantes estrangeiros, ocupando a sétima posição no ranking feito pelo Instituto de Educação Internacional.

O mesmo acontece no Brasil. O Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp) se destaca nacionalmente como a sexta instituição de nível superior com maior número de alunos de outros países matriculados, segundo uma pesquisa divulgada pelo Inep/Censo da Educação Superior em 2016. Esse cenário fortalece a visão pedagógica adventista de uma formação completa e expansiva, além de ir de encontro aos ideais humanos de excelência, por fomentar as diversas áreas e competências do discente.

Com intuito de fortalecer laços e trocar experiências, o departamento de Educação da Igreja Adventista realizou, entre os dias 26 e 28 de junho, no centro de treinamento “Terra de Zion”, localizado em Cotia, em São Paulo, o I Encontro Sul-Americano de Diretores de Faculdades de Saúde da Educação Adventista, com propósito de unir acadêmicos responsáveis por formar especialistas a fim de integrar e trocar ações de ensino e pesquisa.

“Esse evento tem a importância, primeiramente, de integração, para o cumprimento da missão, para o fortalecimento da filosofia, e também para o fortalecimento da nossa rede educacional”, explica o pastor Edgard Luz, diretor da Educação Adventista para oito países da América do Sul.

Quando uma universidade faz um convênio com outra para intercâmbio de professores, ambas crescem, fomentando, consequentemente, o desenvolvimento da rede, fator que favorece as avaliações positivas dos órgãos governamentais de ensino. “Essa integração não é só necessária, ela é fundamental”, avalia Luz.

 

Avanço estratégico

Além da participação de representantes das 13 instituições adventistas de ensino superior sul-americanas, o evento contou também com a visita de administradores da sede mundial da Igreja Adventista. O vice-presidente da denominação, pastor Abner de Los Santos, acredita que educação e saúde são áreas que a organização precisa continuar enfatizando. “São departamentos que necessitam estar em conexão com a missão da Igreja”, acrescenta.

A doutora Lisa Beardsley-Hardy, diretora mundial da Educação Adventista, concorda com de los Santos. “Nossos profissionais de saúde precisam trabalhar juntos de uma forma interdisciplinar. Isso precisa começar a partir da perspectiva da educação”, frisa.

O líder associado mundial da pasta, doutor Julian Melgosa, também lembra que as raízes históricas da Igreja são muito ligadas à promoção da saúde. “As nossas mensagens de saúde, escritas por Ellen White, foram muito vanguardistas. Portanto, um evento como esse dá continuidade à nossa tradição de promover a saúde”, sublinha.

Esse foi o tom das palestras, debates, exposições e consórcios temáticos criados com foco em discursões em diferentes especialidades dentro do contexto de formação na saúde como ferramenta missionária. Uma das áreas tematizadas foi a odontologia.

Para abordar o assunto, doutor Doyle Nick, diretor da faculdade de odontologia da Universidade Loma Linda, compartilhou experiências profissionais, destacando o trabalho de formação que a Rede Adventista promove em todos os continentes. “A vantagem de se ter instituições adventistas [em áreas de saúde] é que provavelmente são essas iniciativas que mais colaboram com o avanço da organização. Essas são reflexos de que a Igreja quer levar um bem-estar completo à vida das pessoas”, analisa.

 

Vida e Saúde

E foi justamente pensando nesse “bem-estar completo” que o encontro também contribuiu para discussões do Plano Mestre de Desenvolvimento da Saúde (PMDS), ou, simplesmente, projeto “Vida e Saúde”, como será divulgado. A proposta quer levar a toda rede básica da Educação Adventista nesses oito países um acompanhamento profissional do bem-estar físico dos estudantes.

“Esse projeto vai sistematizar ações que promovam tal desenvolvimento físico, especialmente com a utilização dos oito remédios naturais”, detalha Luz. Além de contribuir com a elaboração das diretrizes da proposta, o encontro serviu também para alinhar a utilização dos dados que serão colhidos dos alunos para pesquisas e acompanhamento científicos nas instituições de ensino superior mantidas pela Igreja. A previsão é a de que o projeto seja implementado no próximo ano.

Essas ações colaboram para que, a cada dia, a Educação Adventista se aproxime do ideal integral de ensino cristão. “O próprio Cristo, quando esteve aqui na Terra, atendeu, ajudou e curou pessoas. Precisamos trabalhar juntos, em diferentes áreas, para a restauração integral do ser humano”, salienta Lisa.

O I Encontro Sul-Americano de Diretores de Faculdades de Saúde da Educação Adventista contou com a participação de 62 pessoas, dentre acadêmicos, técnicos, diretores e reitores de instituições da região.